O Senhor Jesus, antes de entregar-Se à morte e ressurreição, elevou ao Pai esta súplica: “Ut unum sint — que todos sejam um” (Jo 17,21). Esta unidade não é mero ideal humano, mas dom do Espírito Santo e marca indelével da verdadeira Igreja.
Desde os tempos apostólicos, a vida cristã se manifestou em comunhão, na escuta da Palavra, na fração do Pão e na perseverança na oração (cf. At 2,42). Hoje, como ontem, a Igreja é chamada a viver sua identidade de Povo de Deus reunido na unidade da Trindade Santa (cf. Lumen Gentium, 4).
Reafirmamos que a comunhão é fundamento da vida cristã. Nela, o cristão supera divisões e se reconhece membro de um único corpo (cf. 1Cor 12,27). Nenhum fiel pode permanecer isolado, pois “não é possível crer sem a Igreja” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 181).
Os presbíteros, unidos ao Bispo, são chamados a oferecer a Deus, no único Sacrifício de Cristo, sua vida e ministério. A concelebração litúrgica é sinal visível da unidade do presbitério e do povo fiel.
Conforme ensina o Concílio Vaticano II: “Toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo Sacerdote e de seu Corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência” (Sacrosanctum Concilium, 7).
Decretamos solenemente que a participação dos fiéis nas celebrações e na vida comunitária não é opcional, mas expressão essencial da vocação batismal.
O mesmo Concílio ordena: “Os pastores de almas devem cuidar, com diligência, que os fiéis participem plena, consciente e ativamente nas celebrações” (Sacrosanctum Concilium, 14).
Assim, todo batizado é chamado a ser pedra viva (cf. 1Pd 2,5), ativo na liturgia, na missão e na vida pastoral.
NORMAS PASTORAIS
1- Comunhão – Exortamos os fiéis a cultivar sempre a unidade fraterna, afastando todo espírito de divisão, de murmuração e de indiferença.
2- Co-celebração – Ordenamos que os sacerdotes concelebrem com o Bispo e entre si em todas as grandes solenidades, festas e eventos comunitários, manifestando visivelmente a unidade da Igreja.
3- Participação – Estabelecemos que todos os fiéis sejam incentivados a participar das celebrações litúrgicas, assembleias pastorais e obras missionárias, não como meros espectadores, mas como protagonistas da fé.
4- Missão comunitária – Recomendamos que todas as pastorais e movimentos atuem em comunhão, evitando isolamentos e rivalidades, para que resplandeça a unidade da Igreja de Cristo.
Amados filhos e filhas, convocamos todos a redescobrir a beleza de viver como Igreja, unum cor et anima una um só coração e uma só alma (At 4,32).
Invocamos a intercessão da Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, de São José, Patrono Universal, e de todos os santos, para que nos ajudem a crescer na unidade e no zelo pela missão.
