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CARTA CATEQUETICA - CENTRALIDADE DE CRISTO NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO - DOUTRINA DA FÉ

CARTA CATEQUETICA - CENTRALIDADE DE CRISTO NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

Aos que a este lerem, graça e paz da parte de
Deus, o Pai, e de Jesus, nosso Senhor.

Introdução

Amados filhos e filhas da Santa Igreja,

O Dicastério para a Doutrina da Fé, no cumprimento de sua missão de “promover e tutelar a doutrina sobre a fé e os costumes em todo o orbe católico” (Praedicate Evangelium, art. 69), dirige-se a todos os fiéis com a segunda de uma série de Cartas Catequéticas, destinadas a iluminar os grandes mistérios da fé e a reforçar a comunhão da Igreja em torno de Cristo.

O tema desta segunda Carta é a centralidade de Nosso Senhor Jesus Cristo na história da salvação. A Igreja, desde os tempos apostólicos, proclama que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8) e que n’Ele “tudo subsiste” (Cl 1,17).

1. Cristo, centro do desígnio eterno de Deus

Desde antes da criação, o Pai dispôs que Cristo fosse o fundamento e o ápice de toda a realidade criada. O apóstolo Paulo afirma:

“N’Ele nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante d’Ele, no amor” (Ef 1,4).

O Concílio Vaticano II abre a Constituição Lumen Gentium com estas palavras solenes:

“Cristo é a luz das nações; por isso, este Sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja iluminar todos os homens com a claridade de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja” (LG, 1).

Os Santos Padres compreenderam essa verdade com clareza. Santo Irineu de Lião ensinava:

“A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem consiste na visão de Deus” (Adversus Haereses, IV, 20,7).

Assim, toda a história humana só encontra sentido e plenitude em Cristo, centro do desígnio eterno do Pai.

2. Cristo, único Mediador e Salvador

A Sagrada Escritura é clara:

“Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos” (1Tm 2,5-6).

Nenhuma criatura, por mais santa, pode ocupar o lugar de Cristo. Nem os anjos, nem Maria Santíssima, nem os santos, ainda que cooperem no plano divino, substituem o papel único e insubstituível do Redentor.

O Concílio de Trento reafirmou com vigor:

“Se alguém disser que os homens são justificados ou pela observância da lei, ou pelas forças da natureza humana, sem a graça divina por Cristo Jesus, seja anátema” (DS 1551).

João Paulo II recorda em sua primeira encíclica:

“O homem que quer compreender-se a si mesmo deve, com a sua inquietação, incerteza e até fraqueza e pecaminosidade, aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n’Ele com todo o seu ser” (Redemptor Hominis, 10).

3. Cristo no Mistério Pascal

O centro absoluto da obra salvífica é o Mistério Pascal: paixão, morte e ressurreição de Jesus.

“Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Cor 15,3-4).

A cruz não é derrota, mas triunfo. Como ensina o Vaticano II:

“Do lado de Cristo dormindo na cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja” (Sacrosanctum Concilium, 5).

Na ressurreição, Cristo é exaltado como Senhor da vida:

“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25).

Por sua vitória pascal, Ele reconcilia o mundo com o Pai e abre-nos as portas da vida eterna.

4. Cristo presente na Igreja e nos Sacramentos

Cristo não permanece apenas na memória, mas vive e age na Igreja.

O Concílio Vaticano II afirma:

“Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas” (SC, 7).

  • Na Eucaristia, Ele está realmente presente, como recorda o Concílio de Trento:

    “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue, juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo” (DS 1651).

  • No Batismo, incorporamo-nos ao seu Corpo Místico:

    “Todos nós fomos batizados em um só Espírito, para formarmos um só corpo” (1Cor 12,13).

  • Na Igreja, Ele permanece como Cabeça do Corpo:

    “A Igreja, que é o seu corpo, a plenitude d’Aquele que plenifica tudo em todos” (Ef 1,23).

5. Cristo, esperança do mundo

Cristo não é apenas memória do passado, mas esperança para o presente e o futuro.

“Eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

Bento XVI, na encíclica Spe Salvi, escreveu:

“A redenção nos é oferecida no sentido de que nos foi dado a esperança, uma esperança segura, pela qual podemos enfrentar o nosso presente” (Spe Salvi, 1).

Em um mundo marcado pela incerteza e pela tentação de substituir Deus por ideologias, reafirmamos: somente Cristo é a rocha firme e a esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5).

Conclusão

Amados irmãos e irmãs,

Ao publicar esta segunda Carta Catequética, reafirmamos que Cristo é o centro da história da salvação, da Igreja e da vida de cada fiel. Nele encontramos a verdade, a graça e a vida. Sem Ele, o homem permanece dividido; com Ele, o homem é elevado à comunhão com Deus.

Confiemos este ensinamento à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, que nos conduz sempre ao seu Filho.

“Naquele que é a cabeça, Cristo, todo o corpo, bem ajustado e unido por meio de todas as articulações que o sustentam, realiza o seu crescimento” (Ef 4,15-16).

Assim, a Igreja proclama com renovada fé: “Não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não existe nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).


Dado em Roma, na Sede do Dicastério para a 
Doutrina da Fé, ao primeiro dia do mês de outubro do 
ano do Senhor de 2025.





L.H. Soares
Prefeito