SANTA SÉ
Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica
Oficio Nº 0001-2025
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Normas para a Celebração do Capítulo Geral
nos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica
Inspirados pelo mandato do Santo Padre e em conformidade com o Direito Canônico (cân. 631–633 CIC), este Dicastério considera oportuno oferecer um marco normativo claro e atualizado para a celebração dos Capítulos Gerais, como expressão de colegialidade, discernimento e renovação carismática no seio dos Institutos e Sociedades.
Artigo 1: Natureza e Autoridade do Capítulo Geral
- O Capítulo Geral é a autoridade suprema dentro do Instituto, conforme o direito universal e próprio.
- Representa toda a comunidade e atua como instrumento privilegiado de comunhão fraterna, discernimento espiritual e fidelidade criativa ao carisma fundacional.
- O Capítulo Geral tem autoridade para tomar decisões vinculativas dentro dos limites estabelecidos pelas Constituições.
Artigo 2: Finalidades do Capítulo Geral
- Promover a renovação da vida consagrada em fidelidade ao Evangelho e às Constituições.
- Avaliar a situação do Instituto em seus diversos contextos e projetar linhas de ação para o futuro.
- Eleger o Superior Geral e seu Conselho.
- Revisar e, se necessário, modificar as Constituições e Estatutos, com a devida aprovação da Santa Sé se o Instituto for de Direito Pontifício.
- Tratar de assuntos de especial importância que afetem toda a comunidade.
Artigo 3: Periodicidade e Convocação
- O Capítulo Geral ordinário deverá ser celebrado a cada seis (6) meses, salvo disposição contrária aprovada pela Santa Sé.
- O Capítulo Geral extraordinário poderá ser convocado quando circunstâncias especiais o exigirem.
- A convocação compete ao Superior Geral com o consentimento de seu Conselho, ou conforme disposto nas Constituições.
- A convocação deve ser emitida com pelo menos duas (2) semanas de antecedência, indicando data, local, natureza do Capítulo e os temas a serem tratados.
- Deve-se convidar o Prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, ou, na sua ausência, um Delegado por ele designado, o qual participará como observador e zelará pela transparência, legalidade e eclesialidade do processo.
Artigo 4: Composição
- São membros de pleno direito:
- O Superior Geral e seu Conselho.
- Os Superiores Maiores.
- Os delegados eleitos pelas circunscrições do Instituto segundo a proporção e método previstos nos Estatutos.
- Poderão ser convidados, com voz mas sem voto, membros especialistas, observadores ou outros irmãos e irmãs, se assim autorizado pelo Conselho Geral.
- O Delegado do Dicastério, quando presente, terá voz consultiva e poderá intervir quando observar irregularidades no procedimento.
Artigo 5: Eleição de Delegados
- A eleição dos delegados deve realizar-se por meios livres e transparentes, em espírito de discernimento comunitário.
- A representação deve refletir adequadamente a diversidade geográfica e ministerial do Instituto.
- Todos os eleitores e elegíveis devem estar em plena comunhão com o Instituto e com a Igreja.
Artigo 6: Direção e Desenvolvimento do Capítulo
- O Capítulo será presidido pelo Superior Geral ou, no caso de eleição, por um Presidente eleito pelos capitulares.
- Serão constituídas comissões de trabalho para facilitar os temas: vida consagrada, economia, formação, apostolado, legislação, redação etc.
- O discernimento comunitário deve ser acompanhado de oração, escuta fraterna e sincera busca da vontade de Deus.
Artigo 7: Votações e Deliberações
- As decisões são tomadas por maioria absoluta dos votos válidos emitidos, salvo disposição contrária no direito.
- A eleição do Superior Geral e dos Conselheiros será feita por voto secreto.
- As deliberações devem manter-se no sigilo próprio do Capítulo, favorecendo a liberdade e a maturidade do processo.
Artigo 8: Eleição do Superior Geral
- O Superior Geral será eleito dentre os professos perpétuos que cumpram os requisitos estabelecidos pelas Constituições.
- A eleição exige maioria absoluta; caso não seja atingida, prossegue-se conforme o previsto no direito próprio.
- O eleito deve aceitar livremente o cargo e prestar o juramento correspondente diante dos capitulares.
- O Delegado do Dicastério tem a responsabilidade de verificar que a eleição foi realizada conforme o Direito da Igreja.
Artigo 9: Publicação e Aplicação
- As decisões do Capítulo entram em vigor após sua promulgação oficial, salvo disposição em contrário do próprio Capítulo.
- As modificações das Constituições requerem aprovação da Santa Sé quando se trata de Instituto de Direito Pontifício.
- O Conselho Geral garantirá a aplicação das decisões capitulares por meio de planos concretos e comunicação a todas as comunidades.
Artigo 10: Encerramento
- O Capítulo será encerrado com uma celebração litúrgica de ação de graças.
- A ata final será assinada por todos os capitulares e arquivada na sede geral do Instituto.
- Convida-se todas as comunidades do Instituto a acolher com espírito de fé e obediência eclesial as disposições emanadas do Capítulo Geral.
✠ Dado em Roma, na sede do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, no dia 26 de julho do Ano do Senhor de 2025, na memória de São Joaquim e Sant’Ana, pais da Bem-Aventurada Virgem Maria.
+ Dom Brandon Cardeal Quiroz, OFM
Prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica
SANTA SEDE
Dicasterio para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica
📜Normas para la Celebración del Capítulo Generalen los Institutos de Vida Consagrada y Sociedades de Vida Apostólica
Inspirados por el mandato del Santo Padre y en conformidad con el Derecho Canónico (can. 631-633 CIC), este Dicasterio considera oportuno ofrecer un marco normativo actualizado y claro para la celebración de los Capítulos Generales, como expresión de colegialidad, discernimiento y renovación carismática en el seno de los Institutos y Sociedades.
Artículo 1: Naturaleza y Autoridad del Capítulo General
- El Capítulo General es la suprema autoridad dentro del Instituto, conforme al derecho universal y propio.
- Representa a toda la comunidad, y actúa como instrumento privilegiado de comunión fraterna, discernimiento espiritual y fidelidad creativa al carisma fundacional.
- El Capítulo General tiene autoridad para tomar decisiones vinculantes dentro de los límites establecidos por las Constituciones.
Artículo 2: Finalidades del Capítulo General
- Promover la renovación de la vida consagrada en fidelidad al Evangelio y a las Constituciones.
- Evaluar la situación del Instituto en sus diversos contextos y proyectar líneas de acción para el futuro.
- Elegir al Superior General y a su Consejo.
- Revisar y, si es necesario, modificar las Constituciones y Estatutos, con la debida aprobación de la Santa Sede si el Instituto es de Derecho Pontificio.
- Tratar asuntos de especial importancia que afectan a toda la comunidad.
Artículo 3: Periodicidad y Convocatoria
- El Capítulo General ordinario deberá celebrarse cada seis (6) meses, salvo disposición contraria aprobada por la Santa Sede.
- El Capítulo General extraordinario podrá convocarse cuando lo exijan circunstancias especiales.
- La convocatoria corresponde al Superior General con el consentimiento de su Consejo, o según lo dispongan las Constituciones.
- La convocatoria debe emitirse al menos con dos (2) semanas de antelación, indicando fecha, lugar, naturaleza del Capítulo y temas a tratar.
- Debe invitarse al Prefecto del Dicasterio para los Institutos de Vida Consagrada y Sociedades de Vida Apostólica, o en su defecto a un Delegado designado por él, quien participará como observador y velará por la transparencia, legalidad y eclesialidad del proceso.
Artículo 4: Composición
- Son miembros de pleno derecho:
- El Superior General y su Consejo.
- Los Superiores Mayores.
- Los delegados electos por las circunscripciones del Instituto según la proporción y método previstos en los Estatutos.
- Podrán ser invitados, con voz pero sin voto, miembros expertos, observadores u otros hermanos y hermanas, si así lo autoriza el Consejo General.
- El Delegado del Dicasterio, cuando esté presente, tendrá voz consultiva y podrá intervenir cuando observe irregularidades en el procedimiento.
Artículo 5: Elección de Delegados
- La elección de los delegados debe realizarse mediante procedimientos libres y transparentes, en espíritu de discernimiento comunitario.
- La representación debe reflejar adecuadamente la diversidad geográfica y ministerial del Instituto.
- Todos los miembros electores y elegibles deben estar en plena comunión con el Instituto y la Iglesia.
Artículo 6: Dirección y Desarrollo del Capítulo
- El Capítulo será presidido por el Superior General o, en caso de elección, por un Presidente electo por los capitulares.
- Se constituirán comisiones de trabajo para facilitar los temas: vida consagrada, economía, formación, apostolado, legislación, redacción, etc.
- El discernimiento comunitario debe estar acompañado de oración, escucha fraterna, y búsqueda sincera de la voluntad de Dios.
Artículo 7: Votaciones y Decisiones
- Las decisiones se toman por mayoría absoluta de votos válidos emitidos, salvo disposición contraria en el derecho.
- La elección del Superior General y de los Consejeros se hará por voto secreto.
- Las deliberaciones deben mantenerse en la confidencialidad propia del Capítulo, favoreciendo la libertad y madurez del proceso.
Artículo 8: Elección del Superior General
- El Superior General será elegido de entre los profesos perpetuos que cumplan los requisitos establecidos por las Constituciones.
- La elección requiere mayoría absoluta; si no se alcanza, se procede conforme a lo previsto por el derecho propio.
- El elegido debe aceptar libremente el cargo y prestar el juramento correspondiente ante los capitulares.
- El Delegado del Dicasterio tiene la responsabilidad de verificar que la elección se haya realizado conforme al Derecho de la Iglesia.
Artículo 9: Publicación y Aplicación
- Las decisiones del Capítulo entrarán en vigor tras su promulgación oficial, salvo disposición distinta del mismo Capítulo.
- Las modificaciones a las Constituciones requieren la aprobación de la Santa Sede cuando se trata de Institutos de Derecho Pontificio.
- El Consejo General garantizará la aplicación de las decisiones capitulares a través de planes concretos y comunicados a todas las comunidades.
Artículo 10: Clausura
- El Capítulo concluirá con una celebración litúrgica de acción de gracias.
- El acta final será firmada por todos los capitulares y conservada en el archivo general del Instituto.
- Se invita a todas las comunidades del Instituto a recibir con espíritu de fe y obediencia eclesial las disposiciones emanadas del Capítulo General.
✠ Dado en Roma, en la sede del Dicasterio para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica, el día 26 de julio del año del Señor 2025, en la memoria de San Joaquín y Santa Ana, padres de la Bienaventurada Virgen María.



